
Mulheres sem homens
As protagonistas desta trama fogem da realidade opressiva de suas vidas e se dirigem a um mesmo jardim, localizado em Karaj, próximo a Teerã. Um jardim metafórico, refúgio para suas fantasias, e lugar onde encontram seu próprio destino, por força do desejo ou do acaso. Nesse espaço atemporal e utópico, Parsipur oferece a suas personagens a oportunidade de escapar dos sentimentos que as aprisionam. As similaridades entre os universos das mulheres iranianas e das mulheres ocidentais irão surpreender o leitor no Brasil.
A capa da edição brasileira traz um trabalho da artista plástica brasileira Beth Moysés, Reconstruindo Sonhos (2005).
Sobre a autora
Shahrnush Parsipur nasceu em Teerã, em 1946. Começou sua carreira literária aos 16 anos, escrevendo histórias curtas e artigos. Formou-se em sociologia e, aos 28 anos, escreveu seu primeiro romance, Sag va Zememstaneh Boland [O cão e o longo inverno], em 1974. No mesmo ano, trabalhou num programa de TV voltado para mulheres, o Rural Women, no Irã, mas demitiu-se em protesto contra a tortura e execução de dois jornalistas ativistas cometidas pela Savak, a antiga polícia secreta iraniana. Ao deixar a prisão, mudou- -se para a França, onde escreveu seu segundo romance, Majerahayeh Sadeh va Kuchake Ruheh Derakht [Pequenas aventuras plenas do espírito de árvore], em 1977. Quando retornou a seu país, foi presa novamente por quase cinco anos. Hoje, ela vive exilada nos Estados Unidos.
Em Mulheres sem homens, Parsipur fala abertamente sobre virgindade, o que causou grande repercussão em seu país. Traduzido para mais de cinco idiomas, o romance ganhou uma versão cinematográfica, com direção de Shirin Neshat, que levou o prêmio de Melhor Realização no Leão de Prata de 2009, segundo prêmio mais importante do Festival de Veneza.
