
Léa Michaan (foto: divulgação)
Segundo a psicanalista, durante muitos anos ela buscou um livro de ficção no qual as personagens levassem o leitor, de uma maneira lúdica, a refletir sobre emoções, situações e aflições comuns à alma humana; personagens que tornaram a “vida” um exemplo de superação. “Como não encontrei essa obra, resolvi unir o agradável – um romance envolvente com mistério e ação – ao útil. Ou seja, construí em Maly um enredo psicologicamente enriquecedor”, afirma Léa Michaan, acrescentando que as palestras representam uma segunda etapa de um amplo projeto de unir duas de suas paixões: literatura e psicologia.
O título da obra é um desafio enigmático da autora. Maly é a união de duas palavras hebraicas – MA (o que) e LY (para mim). Como em hebraico não existem os verbos ser e estar no tempo presente, Maly pode ser traduzido de duas maneiras: “o que é para mim?” ou “o que é meu?”. Essa é a essência dos personagens centrais de uma trama consistente, que apresenta as vidas entrelaçadas de Maly e Pietro; “pessoas” que buscam dar vazão às questões básicas da vida. De acordo com Léa Michaan, o tema deste livro é superação. “Se fizermos uma análise, praticamente todos os personagens passam por adversidades que demandam algum tipo de superação – em maior ou menor grau. E se isto não for possível, o personagem será destruído pelas desventuras que a vida traz. De tal modo, este livro explicita uma frase de Nietzsche: ‘O que não me destrói, me fortalece’. Ou atravessamos o evento negativo ou somos por ele atravessados. Ninguém passa por algum sofrimento e continua o mesmo que era antes”, salienta.
Léa Michaan
A psicoterapeuta e psicanalista Léa Michaan nasceu em 1965, na cidade de Porto Alegre (RS). Residiu em Israel, Nova York, Rio de Janeiro e, atualmente, mora em São Paulo. Lastreada pela vasta experiência clínica, a especialista assina artigos em publicações especializadas em Psicologia e ministra palestras em todo o Brasil. Léa Michaan atuou como professora de Hebraico e foi coordenadora do “Atelier Judaico” – escola de educação não formal, destinada a ensinar as tradições judaicas e o alfabeto hebraico para crianças. Como psicoterapeuta, atendeu meninas-mães assistidas por uma instituição paulistana. Atende em consultório particular em São Paulo.

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