Depois da cárie, a periodontite é o problema bucal mais comum entre os adultos

A doença periodontal é uma infecção que afeta a gengiva e os ossos dos dentes. Uma das principais causas da doença é o acúmulo de bactérias responsáveis pela formação da placa bacteriana e do tártaro. Estudos demonstram que 5% a 20% da população com 40 anos apresentam algum grau de periodontite, e essa prevalência tende a aumentar com a idade. Sendo, depois da cárie, um dos problemas bucais mais comuns entre os adultos.

O primeiro estágio da doença periodontal é a gengivite. “Nesta fase, a gengiva fica excessivamente vermelha, inchada e sangra com facilidade, mas há pouco ou nenhum desconforto, o que leva frequentemente o paciente a buscar tratamento quando a inflamação já está bem avançada”, comenta o periodontista Fábio Iwai.

Se diagnosticada e tratada logo no início, a gengivite é reversível. Entretanto, Fábio Iwai explica que, sem o acompanhamento de um profissional e higiene bucal adequada, a doença pode evoluir para uma inflamação mais severa conhecida como periodontite. “A periodontite é uma inflamação crônica e destrutiva, que leva à retração da gengiva, perda dos tecidos de sustentação dos dentes e até mesmo a perda dentária”, acrescenta.

Segundo o especialista, inclusive em estágios mais avançados da doença o paciente não costuma sentir dores ou desconforto. “A doença periodontal é uma doença silenciosa e, por isso, muitas vezes a pessoa só a percebe quando os dentes já apresentam mobilidade acentuada. Dessa forma, boa parte dos casos de perda dentária está associada à doença periodontal.”

Fábio Iwai explica ainda que o tratamento utilizado depende do grau de progressão da doença. “O mais comum é a remoção da placa bacteriana e do tártaro e a orientação adequada de higiene bucal para controlar a infecção”. Mas ressalta que a melhor maneira de prevenir a doença periodontal é mantendo uma higiene bucal adequada, com a escovação correta dos dentes e o uso diário do fio dental, além de consultar regularmente um cirurgião-dentista. “Fatores como tabagismo, alcoolismo, má alimentação e estresse aumentam as chances de desenvolver a doença, por isso, além dos cuidados imprescindíveis de higiene bucal, hábitos mais saudáveis também colaboram para uma boa saúde bucal”, conclui Fábio Iwai.

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