Um estudo realizado por pesquisadores holandeses revelou que pacientes que são avaliados pelo reumatologista, logo depois que os primeiros sintomas da artrite reumatóide aparecem, são mais propensos a “sofrer menos com a doença”, apresentando menos destruição articular e uma possível remissão da doença. Os detalhes do estudo foram publicados no jornal Arthritis & Rheumatism, veículo de comunicação do Colégio Americano de Rematologia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a artrite reumatóide afeta até 1% da população mundial e está associada ao aumento da morbidade, da mortalidade e dos custos com os serviços de saúde. “Esta doença crônica é caracterizada pela inflamação no revestimento das articulações que podem freqüentemente levar a danos nas articulações. As evidências médicas do estudo holandês sugerem que o início precoce de uma estratégia de tratamento – em até 12 semanas, após o início dos primeiros sintomas – pode evitar lesões articulares, melhorar a função locomotora, a longo prazo, e aumentar a probabilidade de alcance da remissão da doença”, afirma o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
A pesquisa trouxe também a primeira evidência de que pacientes com atrite reumatóide, diagnosticados tardiamente – após as 12 semanas do início dos primeiros sintomas – apresentaram uma maior taxa de destruição das articulações e uma menor chance de conseguir uma remissão sustentada da artrite reumatóide. “Estudos anteriores já haviam demonstrado que atrasos no diagnóstico da doença são freqüentes, mas o estudo realizado pelos holandeses é o primeiro documento que lista o impacto negativo da demora no diagnóstico e no tratamento da artrite, destacando o papel relevante que os reumatologistas devem ter na intervenção precoce da doença”, diz o diretor do Iredo.
