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Dica de filme: A cinebiografia de Linda Lovelace

O filme conta toda a vida de Linda Lovelace dos 21 anos até abandonar a indústria pornográfica e lançar seu livro. A história mostra uma visão bem mais profunda da personagem, valorizando aquela máxima de que a fama nem sempre traz felicidade, mas com um roteiro equilibrado, que faz voltas no tempo, começando com uma versão mais “romântica” e cômica da vida da atriz.

12 de setembro de 2013
Por Thiago Marzano, para o Bagarai

Dica de filme: A cinebiografia de Linda Lovelace (reprodução)

Dica de filme: A cinebiografia de Linda Lovelace (reprodução)

Esta sexta, dia 11 de setembro de 2013, estréia no Brasil o longa Lovelace. A cinebiografia de Linda Lovelace (Amanda Seyfried), protagonista do clássico do gênero pornô “Garganta Profunda”, trata do seu relacionamento com os maridos Chuck Traynor (Peter Sarsgaard) e Larry Marchiano (Wes Bentley) e o modo como lidava com o súbito estrelato, até abandonar de vez o cinema erótico.

O filme conta toda a vida de Linda Lovelace dos 21 anos até abandonar a indústria pornográfica e lançar seu livro.

A história mostra uma visão bem mais profunda da personagem, valorizando aquela máxima de que a fama nem sempre traz felicidade, mas com um roteiro equilibrado, que faz voltas no tempo, começando com uma versão mais “romântica” e cômica da vida da atriz (mais ou menos como as pessoas pensariam que é a vida de uma atriz pornô) até chegar numa versão mais densa da história, que mostra todos os problemas pessoais ocorridos entre ela e o primeiro marido Chuck, problemas esses de abuso sexual e psicológico que várias mulheres sofrem em sua vida.

A fotografia do filme segue um pouco o estilo dos anos 70, com menos contraste e um tom mais “lavado”, que dá mais fidelidade a época da história. Ao contrário do que todo mundo pensa, a nudez não é tão forte quanto pareceria ter um filme desses e dificilmente veremos mais que os seios da atriz, uma característica escolhida pelos diretores. As cenas de violência sexual e as de se sexo procuram esconder tudo aquilo que há de mais pesado, o que valoriza mais a história em si e tira o peso da sexualidade do filme (dando inclusive uma classificação etária mais branda). Pessoalmente acho que poderiam ter deixado um pouco mais de impacto para que as discussões do filme chocassem e tivessem uma maior absorção do público para debates sobre o tema, mas a narrativa do filme e uma boa atuação do elenco de peso acaba compensando um pouco esse lado mais leve. Destaques para Sharon Stone como mãe da Linda e James Franco que faz uma participação meio cômica como o fundador da Playboy, Hugh Hefner.

No geral o filme é muito bom e espero que eleve ainda mais as discussões sobre abusos que as mulheres sofrem. Recomendo.

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