Não consigo esquecer o eterno 7 a 1

Não consigo esquecer o eterno 7 a 1
Leo Correa/Mowa Press

O mundo todo parou ano passado para a copa do mundo. Via-se pelas rua brasileiros vestindo camisetas amarelas e na televisão de todas as cores. Verde com preto. Vermelho com preto. Branco com vermelho , mas no meu ponto de vista a mais bonita era amarela com verde. Não por questões patriarcas, era porque eu gostava da combinação dessas duas cores e no entanto, vestia com orgulho uma camisa da nossa querida seleção.

Torcedores fazem a festa antes o jogo do Brasil contra a Alemanha (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Torcedores fazem a festa antes o jogo do Brasil contra a Alemanha (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Em um jogo das semifinais, dia (8) de julho de 2014, onde Brasil enfrentaria Alemanha. Reuni a família toda, com baldes de pipoca, cervejas bem geladas e vuvuzelas espalhadas pelos cantos da sala, periodicamente todas perto para a comemoração de um gol. Entretanto, acabou-se a pipoca, a cerveja esquentou e a vuvuzela quebrou. Motivos? O maior vexame da história do futebol brasileiro. embora o Brasil ter perdido o craque nas quartas de finais, Neymar, não ocorreu a hipótese que iriam tomar essa lavada de 7 a 1 para Alemanha. A pior derrota do selecionado nos seus 100 anos de história. Em casa, na copa que tinha o objetivo obvio de dar termino há maldição de 1950 a equipe foi humilhada e até os dias de hoje sou aterrorizada por piadas infames na internet, sátiras e tiras de humor negro que rodam o facebook.

Horas antes da humilhação

Com a família reunida e conectada à internet conversando com os amigos, estava esperançosa que o Brasil iria ganhar essa disputa. Coloquei minha camisa, publiquei vibrações positivas nas redes sociais: vamos Brasil, vamos Brasil, vamos ser campeão. Fiz bolão com o grupo da família e nunca fui muito boa em deduções, joguei de escanteio dois resultados: 3 a 2 para o Brasil e 5 a 3 para Alemanha. Sempre fui uma pessoa otimista, mas sejamos francos, melhor prevenir do que remediar.

Início de jogo

Cerveja gelada, amendoim na mesa e Brasil no coração “vamo lá Brasil, que a hora é essa”, ainda ouço esse jingle na minha cabeça as vezes pela manhã quando vou tomar banho, subiu o hino brasileiro, fiquei de pé e cantei juntinho com a seleção, era só orgulho naquele momento.

Começou, agora é ao vivo, o Brasil e Alemanha na semifinal, meus amigos me diziam que o jogo já estava no esquema para o time de casa, mesmo assim vibrei quando o juiz mandou começar a partida.

A tristeza começou aos 10′, quando Thomas Müller apareceu livre na área, após escanteio de Kroos e completou para dentro do gol brasileiro, eu xinguei muito no Twitter, mas tudo bem, era só um golzinho, o Brasil ia virar, porque de virada é mais gostoso!

Quando Klose recebeu de Kroos na área brasileira e meteu o segundo eu já comecei a suar frio, não estava acreditando.

Aos 24′, Lahm chegou pela direita e mandou para Toni Kroos, que passou fácil pela marcação brasilera e enfiou no canto direito de Julio César. Eu já não podia mais olhar, até que no minuto seguinte, Fernandinho perdeu a bola na intermediária, Khedira mandou para o meia Toni Kroos, que livre, mandou de novo para o gol, inacreditável.

O que era aquilo, antes de eu poder xingar mais alguém, Khedira roubou a vola no meio, tabelou com Özil e marcou outro gol, parecia partida de varzea aos 28′. Alemanha jogando pelos solteiros, e o Brasil no lugar dos gordos casados.

O primeiro tempo terminou aos 46′ com grande vantagem para a Alemanha e eu quase botando fogo na TV nova que eu comprei, paguei quase 3 mil e levei uma promessa do vendedor que se o Brasil fosse campeão da Copa eu ia ganhar alguma coisa que já não me lembro mais, desconfio que aquele cara sabia de alguma coisa.

Schweinstegeir durante o jogo do Brasil contra a Alemanha (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Schweinstegeir durante o jogo do Brasil contra a Alemanha (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Segundo Tempo

A segunda parte do jogo começou com o Brasil animado em campo e eu já jogado no sofá lambendo o sal do fundo do pote que tinha amendoim, a minha preocupação era com a cerveja e a seleção que se… focasse em não passar uma vergonha ainda maior, mas que nada, os caras não estavam nem aí.

Schürrle recebeu livre de Lahm aos 23′ e completou para o gol, inacreditável.

Aos 33′, Schürrle recebeu na área, de novo, e só completou de esquerda para dentro do gol, parecia brincadeira, achei que a qualuqer momento eu ia acordar e o jogo nem teria começado, mas que nada, a dor dessa derrota não era falsa.

Sabe quando a gente está batendo aquela bolinha com as crianças no final de semana e um dos pirralhos começam a chorar dizendo que vão levar a bola embora e você deixa ele marcar um golzinho para ficar feliz? Foi o que eu senti aos 45′ do segundo tempo, quando Oscar recebeu no ataque, deu um drible em Boateng e chutou para o gol de Neuer, que só olhou.

O sofrimento que deveria terminar junto com o final do jogo aos 47′ dura até hoje.

Eu já não lembrava mais, mas escrevendo este artigo acabei sofrendo de novo, a equipe brasileira ainda disputou o terceiro lugar contra a Holanda e levou um sacode de 3 a 0, que tirst memória!

Jogadores da Alemanhã celebram apos vencerem a Argentina na Final da Copa do Mundo 2014 (foto: Bruno Domingos/ Mowa press)

Jogadores da Alemanhã celebram apos vencerem a Argentina na Final da Copa do Mundo 2014 (foto: Bruno Domingos/ Mowa press)

Brasil jogou por noventa minutos, perdeu para a Alemanha de 7 a 1 com um gol de Oscar, bem no final do jogo, como consolação.

Mesmo que me falem quase todos os dias na TV que essa história de 7 a 1 é página virada, eu não consigo, pra mim foi quase ontem que eu gastei minhas economias pra ver a seleção brasilera passando vergonha em casa.

Torcedores após o jogo do Brasil contra a Alemanha pela semifinal da copa do mundo do Brasil em Belo Horizonte (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Torcedores após o jogo do Brasil contra a Alemanha pela semifinal da copa do mundo do Brasil em Belo Horizonte (foto: Bruno Domingos / Mowa Press)

Eu ainda acredito?

Me empolguei novamente com a Copa América no Chile, a melhor seleção ficou sem Neymar e passou vergonha nas quartas de final, minha irritação foi evidente, poxa!

Agora, o time brasileiro, está pela primeira vez na história, fora da Copa das Confederações que acontecerá em 2017 na Rússia.

Em setembro deste ano a equipe do Brasil jogará um dos amistosos contra a Argentina, pelo Desafio das Américas, nos Estados Unidos. Posso ter fé?

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Janaína Delamura

Janaína Delamura

Escritora. Apaixonada pelo estudo do comportamento humano. Escreve sobre relações pessoais e coisas da vida...

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