Status Quo, uma autêntica banda de rock and roll

Status Quo (reprodução Youtube)

Status Quo (reprodução Youtube)

Uma das bandas de maior êxito comercial em toda a história do rock britânico e, o lado dos The Rolling Stones, uma das carreiras mais longas, com mais de 50 anos dedicados ao rock´n´roll. Durante décadas, acumularam uma série de singles de sucesso no Reino Unido e álbuns clássicos como “Piledrive”r (1972) e “Blue For You” (19756). Nos EUA nunca foram muito populares, a não ser quando, em início de carreira, praticavam um rock com influências psicodélicas e emplacaram o hit “Pictures of Matchstick Men”. Mas o que deu fama a esta banda foi a fidelidade ao rock´n´roll clássico com influência de blues rock e boogie.

O Status Quo tem sua origem num grupo beat chamado The Scorpions, finalmente rebatizado em 1962 como The Spectres. Esse grupo tinha como membros principais o cantor e guitarrista Francis Rossi, o baixista Alan Lancaster, o tecladista Roy Lynes e o baterista John Coghlan.

Em 1966, com o apoio de seu manager Pat Barlow, The Spectres conseguiu tocar em diferentes locais em Londres. Após várias apresentações – em grande parte covers – e gravar um único single com o nome Traffic Jam (futuramente lançariam um álbum com este nome) em 1967, a banda é renomeada como Status Quo, época em que entra um músico fundamental para o grupo, Rick Parfitt, que tocava numa banda chamada Highlights.

Como a Inglaterra ainda vivia a era da psicodelia, o Status Quo foi dentre tantas outras bandas que abraçou o estilo temporariamente e assinou contrato com a Pye Records e grava o single de estreia “Pictures of Matchstick Men”, canção que ganhou notoriedade atingindo o 7º lugar nas paradas do Reino Unido. Posteriormente vieram os singles “Black Veils of Melancholy”, “Ice In The Sun e Technicolour Dreams”, todos encontrados no elepê debut, o magnífico “Picturesque Matchstickable Messages From Status Quo” (1968), produzido por John Schroeder.

A trilha psicodélica continuaria com o segundo trabalho, “Spare Parts” (1969), outro estupendo álbum, no qual contém o single “Are You Growing Tired of My Love”. Mas em 1970 houve uma importante mudança para a banda britânica. Saem de cena as influências lisérgicas e inicia a fase mais roqueira repleta de boogie, hard rock e blues. O álbum “Ma Kelly´s Greasy Spoon” (1970), novamente produzido por Schroeder marca a nova fase, mas é com o trabalho seguinte, “Dog of Two Heads” (1971) que as guitarras falam mais alto em um intenso e autêntico rock´n´roll.

Quem não gostou do novo direcionamento foi Roy Lynes, que em setembro de 1970, pediu as contas e se mandou. Também o selo Pye não viu com bons olhos o boogie rock do Status Quo e pôs fim ao contrato com a banda, apesar das boas vendas de “Dog Of Two Heads”. Assim, os rapazes foram para um selo mais antenado com os sons mais pesados, a Vertigo, que tinha em contrato bandas como Uriah Heep e Black Sabbath. Talvez por isso lançaram o trabalho mais direto e cru, “Piledriver” (1973), um clássico absoluto dos caras. Nele encontra-se a incrível versão de “Roadhouse Blues” do The Doors. Em “PileDriver” a própria banda se ocupou da produção, pratica que se tornaria uma constante nos álbuns seguintes.

Ao longo da década de 1970, a música do Status Quo teve pouca variação, seguindo o formato de cativante do boogie rock. Com “Hello” (1973) alcançou o número 1 na lista de álbuns e se destaca a canção “Caroline” um dos temas mais celebrados da carreira da banda. Os elepês “Quo” (1974), “On The Level” (1975) e “For You Blue” (1976) reafirmam o sucesso e popularidade, refletindo a melhor fase do grupo.

Na segunda metade dos anos 1970, se juntou a eles o tecladista Andy Bown, Ex-The Herd, e seguem com grande sucesso, embora já se percebe a entrada de metais e coral na banda. Mesmo assim o álbum seguinte “All Over The World” (1977) alcançou o número 5 na lista de vendas na Inglaterra, puxado pelo sucesso “Rockin´ All Over The World”, um cover the John Fogerty.

Status Quo fecham os anos 70 com “Whatever You Want” (1979), um disco com um single com o mesmo nome e o hit “Again And Again” e novamente entram no Top 5 britânico. No entanto, o som já estava bem mais comercial e modificado, o que não agradou muito os antigos fãs.

Na década seguinte, houve uma perda significativa na formação, a saída de um membro fundador, John Coghlan, que foi substituído na bateria por Pete Kircher. No entanto, não afeta a marcha comercial do Status Quo, já convertidos em uma verdadeira instituição na Inglaterra. Mas antes da saída de Goghlan, o álbum “Just Supposin” (1980) havia alcançado o número 4 e “Never Too Late” (1981) conseguiu chegar ao número 2.

Com Kircher, o Status Quo retornou ao número 1 com o elepê “1+9+8+2”, em 1982. Depois de “Back to Back” (1983) já em uma fase sem grandes sucessos e com a saída de Alan Lancaster, que deixou a banda devido a problemas internos com Rossi e Parfitt. Mas logo o grupo voltou a chamar a atenção da mídia, após receberem o convite de Bob Geldof para participar do famoso Live Aid em 1985.

Em 1986, se juntou ao grupo o baixista John “Rhino” Edwars e o baterista Jeff Rich, que dão sequência a trajetória da banda. Nas últimas décadas foi gravado pouco material de estúdio, preferindo concentrarem em álbuns ao vivo. Apesar das várias mudanças na formação da banda, o foco sempre centrado na dupla Francis Rossi e Rick Parfitt, os caras de frente e a essência do Status Quo.

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